PUC-Rio

Livros
Sombra e Luz


Apresentação

Nesta edição,preparada pela devoção de seus filhos, representados pela sua filha mais velha, Eneida do Rego Monteiro Bomfim, que lhe seguiu as pegadas no amor à língua e na competência com que a ensina, vamos conhecer a face poeta de prof. Clóvis Monteiro, um dos mais legítimos cultores e divulgadores da filosofia portuguesa.

Não é extensa a obra poética do eminente filólogo: apenas trinta e seis poemas, na maioria sonetos, a compõem, escritos ao longo de cerca de trinta anos, de 1915 a 1946, aproximadamente. A ordem em que os pôs não é a cronológica: um dos últimos da primeira parte, "O sol", foi escrito aos 17 anos. É um belo soneto, que traz em subtítulo: "Sertão do Ceará, em 1915", e que tem por motivação a seca apreendida no espaço de um dia.

Muito mais haveria a dizer, e me prazeria fazê-lo. A urgência com que tenho de atender ao pedido honroso de minha muito especial amiga Eneida, obriga-me a ficar por aqui. Talvez seja bom: que cada leitor encontre por si a beleza dos versos e a sue transparência, a deixar ver, através de metros e rimes, uma bela alma humane.

Sumário

À guisa de apresentação

7

MACHAS DE PÔR-DE-SOL

O sino

13

Castelo em ruínas 4

14

Job

15

A aranha

16

Culto espiritual

17

Ressureição (Aspectos do sertão cearense)

18

O camaleão

20

Amor perfeito

21

Dúvida

22

Tormento

23

Renúnciaa

24

Contraste

25

O rio (Sertão do Nordeste)

26

Coração

28

Ponto final

29

A culpa

30

Incontentado

31

Recordar

32

O sol (Sertão do Ceará, em 1915)

33

Anseios

34

O coqueiro

36

Última lágrima

37

Ideal perdido

38

LUZ INTERIOR

Peccavi, Domine

43

Prece

44

Esperança

45

Caridade

47

A meu pai

48

Canção das almas

49

Epitáfio (No túmulo da minha irmã Yedda)

49

Canção das velhinhas, Cabeças de neve

50

Canção dos meninos sozinhos

51

Mãe

53

Cinzas

56

Litania

57