Apresentação
O
que pretendo mostrar nestas conferências é como, de fato,
as condições políticas, econômicas de existência não são
um véu ou um obstáculo pare o sujeito de conhecimento
mas aquilo através do que se formam os sujeitos de conhecimento
e, por conseguinte, as relações de verdade. Só pode haver
certos tipos de sujeito de conhecimento, certas ordens
de verdade, certos domínios de saber a partir de condições
políticas que são o solo em que se formam o sujeito, os
domínios de saber e as relações com a verdade. Só se desembaraçando
destes grandes temas do sujeito de conhecimento, ao mesmo
tempo originário e absoluto, utilizando eventualmente
o modelo nietzscheano, poderemos fazer uma história da
verdade.
Apresentarei
alguns esboços desta história a partir das práticas judiciárias
de onde nasceram os modelos de verdade que circulam ainda
em nossa sociedade, se impõem ainda a ela e valem não
somente no domínio da política, no domínio do comportamento
quotidiano, mas até na ordem da ciência. Até na ciência
encontramos modelos de verdade cuja formação releva das
estruturas políticas que não se impõem do exterior ao
sujeito de conhecimento mas que são, elas próprias, constitutivas
do sujeito de conhecimento.
Sumário
| I.
Conferência 1 |
7 |
| II. Conferência
2 |
29 |
| III. Conferência
3 |
53 |
| IV. Conferência
4 |
79 |
| V. Conferência
5 |
103 |
| Vl. Mesa
redonda |
127 |