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The Exploratory Practice Centre |
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REPORTS FROM RIO |
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OF RIO DE JANEIRO EP GROUP ACTIVITIES
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SEMANA DE ESTUDOS ANGLO-GERMÂNICOS Inês Kayon de Miller UFRJ Departamento de Letras, PUC-Rio 6 de novembro de 2003 inesmiller@hotmail.com
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A
PRÁTICA EXPLORATÓRIA NO HORIZONTE SOCIAL DA VIDA EM SALA DE AULA: UMA
PERSPECTIVA BAKHTINIANA 1.
A Prática Exploratória no horizonte social da reflexão
profissional em contextos formação continuada Pesquisa-ação: Carr, and Kemmis (1986); Stenhouse (1986); Nunan (1990, 1991, 1992a, 1992b, 1993). Prática Reflexiva:
Dewey [1909] 1933, Freeman (1996), Schön (1983, 1987, 1991), Zeichner and
Liston (1996). Vozes
constitutivas: · Reflexão profissional, observação, questionamento, argumentação · Pesquisa acadêmica, postura positivista, instrumentalização · Tecnicismo, resolução de problemas, mudanças comportamentais · Produtividade, qualidade do produto, qualificação profissional. 2.
Prática Exploratória: surgimento e re-significação da pesquisa do
professor e do aluno em sala de aula Allwright
and Bailey (1991), Allwright and Lenzuen (1997), Allwright, Lenzuen,
Mazzillo, and Miller, (1994), Allwright, Cunha, Lenzuen, Mazzillo and Miller
(1997), Allwright and Miller (1998b, 2000), Allwright (1999), Allwright
(2003). Em Allwright (1993), a PE compreendia oito etapas básicas: 1. Identificação do puzzle – aquilo que chama a atenção do professor-pesquisador. Pode ser uma situação, uma dúvida, algo positivo ou negativo que aconteça em sala de aula durante o processo de ensino-aprendizagem; 2. Refinamento do puzzle – acontece quando o puzzle é percebido/ refletido a partir de diversos ângulos, o que pode ser feito através de reflexão individual profunda ou em grupo; 3. Seleção do tema – para os proponentes deste tipo de pesquisa trata-se de um passo vital na medida em que o professor concentra-se no aspecto escolhido e considera as implicações práticas de seu trabalho; 4. Seleção dos procedimentos de sala de aula – qualquer atividade pedagógica familiar para o professor e para seus alunos pode ser útil na exploração do tema; 5. Procedimento – adaptação da atividade pedagógica para coletar informações que os ajudarão a investigar o puzzle; 6. Uso dos procedimentos em sala de aula – é o momento de conduzir a investigação; 7. Interpretação dos resultados – o professor parte para a análise e interpretação dos dados coletados 8. Propostas e planejamentos – é o momento de o professor considerar as implicações de seu novo conhecimento e planejar a próxima etapa. Em
Allwright (2001): A Prática
Exploratória é uma maneira
indefinidamente sustentável em que professores e alunos, dentro de suas
salas de aula e enquanto trabalham no
processo de aprender e ensinar, se engajam para
desenvolver o seu entendimento da vida na sala de aula. 3. Prática Exploratória ‘em ação’: questões e atividades pedagógicas com potencial exploratório (APPEs) (vide
verso) 4.
Prática Exploratória: processos, princípios e vozes constitutivos: MACRO
E MICRO PROCESSOS: 1)
Agir
para entender · Trazer questões da vida de sala de aula para a consciência; · Refletir mais intensamente com colegas e/ou co-participantes dentro e fora de sala de aula; · Olhar, ouvir, sentir – ficar mais atento ao que acontece em sala de aula, enquanto está acontecendo; · Planejar para entender através de atividades pedagógicas. 2)
Trabalhar
com entendimentos resultantes · Expressar e se avaliar entendimentos pessoais e/ou coletivos de forma reflexiva; · Refinar noções comuns de ‘mudança’; · Discutir decisões pessoais ou coletivas; e · Compartilhar processos de entendimento pessoal de modo a ‘apoiar’ outros e a agregar outros na comunidade de prática da PE. A
PRÁTICA EXPLORATÓRIA EM SETE PRINCÍPIOS · Colocar a “qualidade de vida” em primeiro lugar. ·
Trabalhar
para entender a vida na sala de aula. · Envolver todos neste trabalho. · Trabalhar para a união de todos. · Trabalhar também para o desenvolvimento mútuo. · A fim de evitar que o trabalho esgote seus participantes, integrar este trabalho para o entendimento com as práticas da sala de aula. · Fazer com que o trabalho seja contínuo e não uma atividade dentro de um projeto. VOZES
· Reconhecimento da ‘vida’ escolar como vida no trabalho, da ‘qualidade de vida’ em sala de aula, da enunciação no cotidiano escolar; · Busca do entendimento como processo dialógico com o outro, com a cadeia sócio-histórica; · Integração social com os co-participantes e coma prática pedagógica local, ensino-aprendizagem como processos sociais; · Reconhecimento da centralidade da significação no fazer pedagógico; currículo, técnicas e materiais como signos ideológicos, ·
Valorização da continuidade dentro da cadeia verbal, do fluxo da
vida, da construção sócio-histórica.
· Papel transformador no ensino-aprendizagem de línguas e na formação continuada do professor; · Intenção de integrar alunos, professores em torno do objeto de estudo; · Criação de tempo e espaço para estimular ato de questionar, para se ‘apaixonar’ pelas questões e os entendimentos e não por soluções precipitadas; · Congregação de mais professores e alunos interessados a se juntar ao ‘movimento’; ·
Busca de visibilidade através de relatos de experiências em publicações,
eventos, e de contatos virtuais. ‘Convidamos alunos e professores
interessados em se juntar ao grupo da Prática Exploratória a entrar em
contato conosco e com outros praticantes exploratórios mundiais através do
Exploratory Practice Centre. Temos um boletim informativo, pelo menos um
evento anual e uma página onde estaremos disponíveis para continuar nossas
reflexões”. ·
(epcentrerio@hotmail.com
e http://www.ling.lancs.ac.uk/groups/crile/EPCentre/epcentre.htm) Nossa
programação para 2004 Curso:
“(Re)criando materiais didáticos dentro da Prática Exploratória”
- 6as e/ou sábados de abril a junho – IPEL, PUC-Rio 6º
Evento do EPCentre: Alunos e professores juntos na Prática Exploratória
II – 18 e 19 de Junho, PUC-Rio REFERÊNCIAS:
Allwright, D. 1999. Three
major processes of teacher development and the appropriate design criteria
for developing and using them. Invited plenary paper presented at the
‘Research and Practice: Voices from the Field’ Teacher Education
Conference, Minneapolis, USA, May. Awaiting publication in the conference
proceedings. Allwright, D. 2003. Allwright, D., and K. M. Bailey.
1991. Focus on the Language
Classroom: An introduction to classroom research for language teachers. Cambridge:
Cambridge University Press. Allwright, D., and R. Lenzuen.
1997.
Exploratory Practice: Work at the Cultura Inglesa, Rio de Janeiro, Brazil. Language
Teaching Research 1, 1:73-79. Allwright,
D., and I. K. Miller. 1998b. Exploratory Practice: The underlying
rationale. Unpublished manuscript. Lancaster
University, United Kingdom.
Allwright,
D., M. I. Cunha, R. Lenzuen, T. Mazzillo, and I. K. Miller. 1997. Achieving
sustainability in teacher research: Problems and possibilities. Colloquium
presented at the 31st Annual TESOL Convention, Orlando, Fla.,
USA, March. Allwright,
D., R. Lenzuen, T. Mazzillo, and I. K. Miller. 1994. Integrating research and pedagogy: Lessons from experience in Brazil.
CRILE Working Paper Number 18. Lancaster University, United Kingdom. Carr,
W., and S. Kemmis. 1986. Becoming critical: Education, knowledge and action research.
London: The Falmer Press. Dewey,
J. [1909] 1933. How we think.
Boston: Heath. Freeman,
D. 1996. Renaming experience/reconstructing practice: Developing new
understandings of teaching. In Teacher learning in language teaching, ed. D. Freeman and J. C.
Richards, 221-241. New York: Cambridge University Press. Nunan,
D. 1990. Action Research in the language classroom. In Second
Language Teacher Education, ed. J. C. Richards and D. Nunan, 62-81.
Cambridge: Cambridge University Press.
Nunan,
D. 1991. The teacher as decision-maker. Paper presented at IATEFL 25th
Annual Conference. Exeter. Nunan,
D. 1992a. The teacher as decision-maker. In Perspectives
on Second Language Teacher Education, ed. J. Flowerdew, M. Brock and S.
Hsia, 135-165. Hong Kong: City Polytechnic of Hong Kong. Nunan,
D. 1992b. Research methods in language learning. Cambridge: Cambridge
University Press. Nunan,
D. 1993. Action research in language education. In Teachers
develop teachers research, ed. J. Edge and K. Richards, 39 - 50. London:
Heinemann. Stenhouse,
L. 1986. The teacher as researcher. In Controversies
in classroom research, ed. M. Hammersley,
1993, 222-234. Buckingham:
Open University Press. Schön,
D. 1983. The reflective
practitioner: How professionals think in action. London: Temple Smith. Schön,
D. 1987. Educating the reflective practitioner. San Francisco: Jossey-Bass
Publishers. Schön,
D. A., ed. 1991. The reflective turn. New York, Teachers College Press, Columbia University. Zeichner, K., and D. Liston. 1996. Reflective teaching: An introduction. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Inc. |
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